Vida das Torres

Este ensaio fotográfico foi realizado no ano de 2003 em Curitiba. As fotografias foram tiradas na Vila das Torres, uma das mais antigas favelas da cidade, habitada por cerca de 8.000 pessoas. As imagens mostram o cotidiano dos moradores e seus trabalhos com a reciclgem informal.

Cerca de 3.000 dos habitantes desta comunidade estão envolvidos com a reciclagem. Eles são conhecidos como catadores de papel ou carrinheiros; são mulheres, homens, idosos e crianças que ganham a vida coletando materiais recicláveis do lixo de outras pessoas.

Eles podem ser vistos por toda a cidade puxando carros que são regularmente preenchidos com papelão, plástico, vidro, alumínio e todos os tipos de materias recicláveis. No final de cada dia, eles voltam para suas comunidades onde vendem tudo o que coletaram para atravessadores que abastecem grandes empresas que transformam esses materiais em outros produtos. Grande parte dos catadores enxergam o trabalhos com a reciclagem como sua única opção de sobrevivência. A maioria é composta por trabalhadores informais que não conseguiram encontrar um emprego formal e trabalham sem contratos ou benefícios. 

 

Vida das Torres

This photographic series was made in 2003 in Curitiba, capital of the Brazilian state of Paraná. The photos were taken at Vila das Torres, one of the oldest slums of the city, inhabited by 8,000 people. They show the everyday life of its residents and their work with informal recycling. 

Around 3,000 of the inhabitants of this community are engaged with recycling. They are known in Brazil as catadores or carrinheiros, what can be translated to waste pickers and garbage scavengers in English. They are women, men, elderly and children who make a living by extracting reusable materials from other people’s waste.

They can be seen all over the city pushing carts that they regularly top up with cardboard boxes, plastic bottles, glass, paper, aluminum cans and all sorts of recycling materials. At the end of the day, they go back to their community where they sell what they have found to middlemen who supply formal companies which process these materials into other products. Most scavengers have the recovery of recyclables as their only option to survive. The majority is of informal workers, people who have been unable to find employment in the formal sector and work without contracts and insurance benefits.

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